Prepare-se para seu exame
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Após sua secreção, a testosterona circula no organismo sob três formas:
- Livre (não ligada) – corresponde à fração biologicamente ativa;
- Fracamente ligada à albumina – pode dissociar-se rapidamente e também é considerada ativa;
- Fortemente ligada à SHBG – forma inativa biologicamente.
A soma da testosterona livre e da fracamente ligada à albumina compõe a testosterona biodisponível, considerada o melhor indicador da fração hormonal efetivamente ativa no tecido.
A avaliação é útil em:
- Diagnóstico e acompanhamento de hipogonadismo,
- Avaliação de distúrbios androgênicos,
- Situações com alterações de SHBG,
- Investigação endócrina feminina (ex.: SOP).
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento de identificação com foto e carteira do convênio.
Informar todos os medicamentos em uso (inclusive pomadas, cremes ou implantes hormonais).
Mulheres devem informar uso de anticoncepcional.
Informar dia e horário da última medicação.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Corresponde à soma da testosterona livre e da fração fracamente ligada à albumina, sendo considerada a verdadeira fração hormonal metabolicamente ativa.
É indicada em situações em que a testosterona total isolada pode ser enganosa, como:
- Alterações na SHBG,
- Hipogonadismo,
- Disfunções androgênicas,
- Avaliação hormonal feminina.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio.
Informar medicamentos em uso (inclusive tópicos).
Mulheres: informar uso de anticoncepcional.
Informar dia e hora da última medicação.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Após secreção, a testosterona circula em três formas:
- Livre, não ligada (biologicamente ativa),
- Fracamente ligada à albumina (considerada parte da fração biodisponível),
- Fortemente ligada à SHBG (sem atividade biológica).
A soma da testosterona livre e da fracamente ligada é chamada de testosterona biodisponível.
A testosterona livre calculada é útil na avaliação de:
- Distúrbios androgênicos,
- Alterações de SHBG,
- Hipogonadismo masculino,
- Síndrome dos ovários policísticos,
- Avaliação endócrina feminina.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio.
Informar todos os medicamentos em uso (inclusive cremes, pomadas hormonais).
Mulheres: informar uso de anticoncepcional.
Informar dia e horário da última medicação.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Avaliação da imunidade contra o Clostridium tetani, agente etiológico do tétano — infecção grave causada pela toxina tetânica, transmitida pela penetração do agente através de ferimentos.
O exame mede os níveis de anticorpos protetores IgG, sendo útil para:
- Avaliação do estado vacinal,
- Necessidade de reforço,
- Investigação em casos suspeitos.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum obrigatório de 8 horas.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Exame utilizado para diagnóstico rápido de criptococose, especialmente em pacientes imunodeprimidos, como portadores de AIDS e neoplasias.
O Cryptococcus é uma levedura encapsulada. A infecção geralmente inicia-se por via pulmonar, sendo assintomática em imunocompetentes, mas podendo se disseminar em imunossuprimidos para:
- SNC (meningites e meningoencefalites),
- Ossos,
- Rins,
- Fígado,
- Pele,
- Outros órgãos.
A pesquisa direta com tinta da China permite visualização da cápsula do fungo em:
- Líquor,
- Escarro,
- Lavado brônquico,
- Lavado broncoalveolar.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Procedimento médico.
Tipo de material: Líquor.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Exame útil na avaliação de imunodeficiências, incluindo alterações nos linfócitos T auxiliares (CD4) e T citotóxicos/supressores (CD8).
É fundamental no acompanhamento de pacientes com HIV/AIDS, pois o vírus HIV apresenta tropismo para as células CD4, levando à redução progressiva de sua contagem e do índice CD4/CD8, parâmetro essencial para avaliação do estado imunológico e decisão terapêutica.
O exame também auxilia na investigação de:
- Imunodeficiências congênitas dos linfócitos B (gamaglobulinemias),
- Imunodeficiências combinadas (deficiência de imunidade humoral e celular).
Orientações gerais:
O paciente deve apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Coletas realizadas somente de segunda a quinta-feira.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Sangue total (EDTA).
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
A tireoglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células foliculares da tireoide, compondo a maior parte do colóide intrafolicular. Seus níveis séricos variam conforme o estado funcional e estrutural da glândula.
Níveis elevados podem ocorrer em:
- Tireoidites,
- Carcinomas da tireoide (papilífero, folicular e misto),
- Hipertireoidismo,
- Manipulação física da glândula (ex.: palpação vigorosa),
- Estímulo por TRH ou TSH.
Níveis reduzidos:
- Após administração de hormônio tireoidiano (terapia supressiva).
A tireoglobulina é um marcador tumoral fundamental após tireoidectomia total para câncer de tireoide, auxiliando no diagnóstico de recorrência ou persistência tumoral.
A presença de anticorpos anti-tireoglobulina interfere na mensuração, podendo reduzir artificialmente os valores. Assim, níveis não detectáveis não excluem recidiva quando há Anti-Tg positivo.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio.
Informar medicamentos em uso.
Se mulher, informar gravidez ou uso de anticoncepcionais.
Informar se já realizou cirurgia de tireoide, quando foi realizada e quando fez o exame pela última vez.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Os anticorpos anti-tireoglobulina (Anti-Tg) estão presentes em:
- Tireoidite de Hashimoto (principalmente),
- Doença de Graves (em menor frequência),
- Indivíduos sem doença tireoidiana clinicamente evidente (fenômeno autoimune isolado).
Esses anticorpos não determinam a função tireoidiana, mas são fundamentais porque interferem na dosagem da tireoglobulina, levando à subestimativa dos valores quando presentes.
Por isso, sempre que se dosa tireoglobulina, realiza-se simultaneamente a pesquisa de Anti-Tg.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento de identificação com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum desejável de 4 horas.
Tipo de material: Soro
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
(Não fornecida no texto original. Mantive a seção apenas como preparação orientada.)
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento de identificação com foto e carteira do convênio. Informar todos os medicamentos em uso.
Coletar preferencialmente antes da próxima dose do topiramato ou conforme orientação médica.
Preparo: Jejum desejável de 8 horas ou conforme orientação médica.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Toxocara canis é um nematoide com ciclo semelhante ao de Ascaris lumbricoides. No Brasil, sua incidência é estimada em cerca de 3,6%. A infecção pode ser assintomática ou manifestar-se em duas formas principais:
- Forma visceral (Larva migrans visceral)
Mais comum em crianças, podendo apresentar:
- Febre,
- Hepatomegalia,
- Eosinofilia,
- Hipergamaglobulinemia.
- Forma ocular (Larva migrans ocular)
Caracteriza-se por:
- Diminuição da acuidade visual,
- Dor ocular,
- Estrabismo,
- Achados fundoscópicos como uveíte, endoftalmite e catarata.
A forma ocular é diagnóstico diferencial importante de retinoblastoma. Muitos pacientes com toxocaríase ocular apresentam títulos séricos baixos ou até negativos, devido ao compartimento imunológico específico do olho.
A sensibilidade da sorologia é:
- 78% nas formas viscerais,
- 73% na forma ocular.
A presença de anticorpos IgG não implica infecção ativa, pois pode refletir exposição prévia. Reações falso-positivas podem ocorrer em:
- Ascaridíase,
- Esquistossomose,
- Filariose.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento de identificação com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum obrigatório de 8 horas.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
Toxocara canis é um nematoide responsável pela toxocaríase, cuja transmissão ocorre principalmente por ingestão acidental de ovos presentes no solo contaminado com fezes de cães. Crianças são o grupo de maior risco, especialmente pela exposição ao ambiente e pela maior probabilidade de ingestão de terra/areia contaminada.
Após ingestão, as larvas eclodem no intestino humano e podem migrar para:
- fígado, pulmões e outros órgãos → toxocaríase visceral;
- sistema nervoso central e olhos → toxocaríase ocular.
Os danos são causados tanto pela migração larvária quanto pela resposta inflamatória local.
Sintomas possíveis:
- Febre,
- Perda de peso e desnutrição,
- Hepatoesplenomegalia,
- Exantema,
- Alterações respiratórias,
- Manifestações oculares ou neurológicas,
dependendo dos órgãos acometidos.
A detecção de IgM auxilia na identificação de infecção recente.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum obrigatório de 8 horas.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
A toxoplasmose é uma infecção de distribuição universal causada pelo protozoário intracelular Toxoplasma gondii. Em indivíduos imunocompetentes, a infecção aguda costuma ser assintomática, mas pode manifestar-se como doença sistêmica ou ocular (uveíte posterior).
O diagnóstico é realizado, predominantemente, por testes sorológicos, uma vez que pacientes com imunossupressão grave podem não produzir anticorpos, resultando em exames falsamente negativos.
Perfil sorológico:
- IgM: surge aproximadamente 1 semana após o início dos sintomas.
- IgG: detectada após cerca de 2 semanas, com pico em 8 semanas, podendo persistir por toda a vida.
Interpretações importantes:
- IgM positiva sem IgG → repetir IgG em 2–3 semanas para avaliar soroconversão (confirma infecção aguda).
- Ausência de soroconversão → geralmente indica falso-positivo de IgM.
- Testes negativos com forte suspeita clínica → repetir em 3 semanas.
- A presença isolada de IgG reativa indica exposição prévia.
- Teste de avidez da IgG deve ser usado para diferenciar infecção recente de antiga:
- Alta avidez → exclui infecção < 4 meses;
- Baixa avidez → sugere infecção recente, embora possa persistir por meses.
Situações especiais:
- Em gestantes, recomenda-se avaliação sequencial com IgM + IgG + avidez, seguindo o protocolo do pré-natal brasileiro.
- Em alguns casos, pode ser necessária amniocentese com PCR para descartar infecção congênita.
- Recém-nascidos podem apresentar IgG positiva por até 18 meses, devido à transferência transplacentária; IgM não atravessa a placenta e é indicador útil de infecção neonatal.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento de identificação com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro ou plasma (EDTA / citrato / heparina).
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
A toxoplasmose é causada pelo parasita Toxoplasma gondii, de distribuição universal.
Em imunocompetentes, a infecção aguda costuma ser assintomática, mas pode manifestar-se como doença sistêmica ou ocular (uveíte posterior).
O diagnóstico da infecção aguda é feito principalmente por testes sorológicos, com algumas considerações:
Perfil sorológico típico:
- IgM: surge cerca de 7 dias após início dos sintomas.
- IgG: detectável após 2 semanas, com pico em 8 semanas, podendo persistir por toda a vida.
Interpretações importantes:
- IgM positiva isolada → repetir IgG em 2–3 semanas para avaliar soroconversão.
- Se não houver soroconversão, geralmente trata-se de falso-positivo.
- Teste negativo com forte suspeita clínica → repetir em 3 semanas.
- Testes podem detectar IgM residual por meses, exigindo avaliação conjunta de:
- IgG,
- Teste de avidez de IgG (alta avidez exclui infecção < 4 meses),
- Testes sequenciais.
A baixa avidez geralmente indica infecção recente, mas pode persistir por meses, reduzindo sua utilidade isolada.
Situações especiais:
- Gestação: necessária avaliação combinada (IgM + IgG + avidez) com sorologias seriadas.
- Neonatos: IgG pode ser materna e persistir até 18 meses; IgM não atravessa a placenta, sendo útil no diagnóstico de infecção congênita.
- Em imunossuprimidos: testes sorológicos podem ser falsamente negativos.
- Em alguns casos, pode ser necessária amniocentese com PCR para DNA do parasita.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro ou plasma (EDTA / citrato / heparina).
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
A TGP (ALT) é uma enzima predominantemente hepática e sensível na detecção de lesão hepatocelular, sendo geralmente mais elevada que TGO nas hepatites e esteatose hepática.
Causas comuns de elevação:
- Hepatites virais,
- Alcoolismo,
- Hepatite autoimune,
- Esteatose e esteato-hepatite não alcoólica,
- Hemocromatose,
- Doença de Wilson,
- Deficiência de alfa-1-antitripsina,
- Doença celíaca.
Outros fatores:
- Elevações importantes (20–100× o limite) podem ocorrer em doenças agudas sem pior prognóstico.
- Elevações leves e persistentes aparecem em doenças crônicas como cirrose.
- Drogas e fitoterápicos podem elevar TGO/TGP: AINES, anticonvulsivantes, antibióticos, hipolipemiantes, hipoglicemiantes, antihipertensivos, tuberculostáticos.
- Atividade física intensa antes da coleta pode elevar TGP transitoriamente.
- Hemólise pode gerar aumento falso.
Embora chamadas de “enzimas hepáticas”, TGP e TGO também estão presentes em:
miocárdio, musculatura esquelética, rins, pâncreas e hemácias.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum obrigatório de 8 horas.
Tipo de material: Soro.
Local de realização: Laboratório de Análises Clínicas
Indicação clínica:
A transferrina é a principal proteína transportadora de ferro, sintetizada no fígado, migrando na fração beta-1 na eletroforese.
É útil para diagnóstico e acompanhamento de anemias.
Comportamento clínico:
- Aumenta em deficiência de ferro, hemorragias agudas, uso de estrógenos e gravidez (↑ 30–50%).
- Diminui em inflamações crônicas, neoplasias, hemocromatose, infecções agudas e hipoproteinemia.
A síntese hepática de transferrina é inversamente proporcional ao ferro sérico.
A dosagem por imunoensaio apresenta boa correlação com a capacidade total de ligação do ferro.
Orientações gerais:
Apresentar pedido médico, documento com foto e carteira do convênio. Informar uso de medicamentos.
Preparo: Jejum não obrigatório.
Tipo de material: Soro.