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Notícias

21/10/2026

El Niño e as mudanças climáticas: prevenção é essencial para reduzir o risco de arboviroses

 

Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de aumento das arboviroses no Brasil em 2026 e 2027 e pequenas atitudes no dia a dia ajudam a prevenir a proliferação dos mosquitos transmissores.

O fenômeno climático El Niño pode alterar os padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do Brasil, criando condições favoráveis à proliferação de mosquitos transmissores de doenças. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de aumento das arboviroses no país, especialmente nos primeiros meses de 2027.

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Seus efeitos podem provocar períodos de calor intenso, chuvas acima da média ou estiagens, dependendo da região. Quando associados aos impactos das mudanças climáticas, esses fatores reforçam a necessidade de prevenção e vigilância em saúde.

O que são arboviroses?

Arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por mosquitos e outros artrópodes. Entre as mais conhecidas estão dengue, chikungunya, Zika, febre amarela e febre do Oropouche.

As condições climáticas influenciam o desenvolvimento e a atividade dos vetores. O calor pode acelerar o ciclo de vida dos mosquitos, enquanto as chuvas favorecem o acúmulo de água e a formação de criadouros. Em períodos de seca, o armazenamento inadequado de água também pode contribuir para a proliferação desses insetos.

Esses fatores podem elevar o risco de transmissão, mas não significam que uma epidemia ocorrerá necessariamente. Por isso, a prevenção contínua é fundamental para reduzir os criadouros e proteger a saúde da população.

Como prevenir a proliferação dos mosquitos?

A prevenção começa em casa e depende da participação de toda a comunidade. Confira as principais medidas:

  • Reserve 10 minutos por semana para verificar quintais, varandas e outros espaços.
  • Elimine recipientes que possam acumular água, como vasos, garrafas, pneus e embalagens.
  • Mantenha caixas-d’água, tonéis e outros reservatórios bem tampados.
  • Limpe calhas, ralos e locais que possam acumular água.
  • Descarte corretamente o lixo e mantenha os ambientes limpos.
  • Utilize repelentes conforme as orientações do fabricante e, quando possível, instale telas e use roupas que reduzam a exposição às picadas.
  • Converse com familiares e vizinhos e participe das ações de prevenção na comunidade.

Atenção aos sintomas

Febre, dor no corpo, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas na pele e dores nas articulações podem indicar uma arbovirose. Ao apresentar sintomas, procure um serviço de saúde e evite a automedicação.

Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, desmaio ou sonolência excessiva são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata.

Prevenção também é cuidado com a comunidade

A preparação para possíveis mudanças no cenário epidemiológico começa com informação, vigilância e ações permanentes de controle dos vetores. A participação de cada pessoa contribui para reduzir os riscos e proteger a saúde coletiva.

A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora reforça seu compromisso com a prevenção, a vigilância em saúde e o cuidado seguro.

Eliminar criadouros é um cuidado coletivo.