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Na próxima quarta-feira, dia 6 de agosto, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora completa 154 anos de história, consolidando-se, cada vez mais, como o maior e mais completo hospital da região. Para celebrar a data, o Arcebispo Metropolitano, Dom Eurico dos Santos Veloso, celebrará missa, ao meio-dia, na Capela de Nosso Senhor dos Passos.
A Santa Casa está entre os hospitais de primeira linha do Brasil. No final do ano passado, foi implantada a completa informatização da unidade, com destaque para o prontuário eletrônico e a instalação de câmeras de segurança por todo o hospital. O médico pode, pode exemplo, por meio de senha pessoal, acessar o prontuário do paciente, on line, de qualquer setor do hospital. Outra novidade implantada foi o Portal da Santa Casa que fornece informações em tempo real para a direção, como taxa de ocupação, tempo de liberação dos leitos, etc, modernizando ainda mais o gerenciamento da Instituição. Em Minas Gerais, apenas outros dois hospitais têm os mesmos recursos (Biocor, de Nova Lima, e Mater Dei de Belo Horizonte).
Para acompanhar as necessidades, principalmente o crescimento no número de atendimentos, as instalações do hospital têm sido reformadas constantemente. Os equipamentos do hospital acompanham as últimas tendências tecnológicas, oferecendo, inclusive, serviços de diagnóstico por imagem aos pacientes do SUS.
Em 2008, a Santa Casa de Juiz de Fora é uma entidade sólida, estruturada e em constante expansão, o que permite grande eficiência, conforto e segurança no atendimento aos pacientes. Desde sua fundação, em 1854, a Santa Casa fir-mou-se como o maior hospital da região e referência, por exemplo, para o atendimento de gestações de alto risco e transplante renal.
Em julho, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO)/Regional Zona da Mata foi transferida para a Santa Casa, com o objetivo de otimizar ainda mais as doações de órgãos. Também este ano, a Santa Casa comemora 25 anos de realização do primeiro transplante renal realizado em Juiz de Fora.
Além de ser um dos maiores estabelecimentos da cidade em termos de contratação de recursos humanos especializados, gerando emprego a cerca de 1.500 funcionários, a Santa Casa destina mais de 60% dos atendimentos ao SUS.
A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora foi fundada em 6 de agosto de 1854 pelo Barão da Bertioga, José Antônio da Silva Pinto, e por sua esposa, a Baronesa Maria José Miquelina da Silva. É a terceira instituição mais antiga de Juiz de Fora, só ficando atrás da fundação da Vila de Santo Antônio do Paraibuna, em 1850, e da instalação da Câmara Municipal, em 1853.
O Barão da Bertioga faleceu em 5 de maio de 1870 e a Ba-ronesa, em 4 de agosto de 1863. Com a morte do Barão, a Santa Casa sofreu um forte abalo, passando a enfrentar uma grave crise econômica no final do século XIX e início do século XX. A situação foi tão extrema que a Instituição chegou a fechar suas portas.
Braz Bernardino foi Provedor de 1897 a 1919 e construiu um conjunto de pavilhões modernos para o hospital, concluído em 2 de junho de 1898, além de reformar a Capela. Por seu excelente trabalho, é considerado por muitos o segundo fundador da Santa Casa.
Para as tarefas administrativas, trouxe, da Alemanha, freiras da Congregação de Santa Catarina de Alexandria. Braz Bernardino aumentou o patrimônio do hospital e proporcionou solidez financeira. A Santa Casa tornou-se centro de referência médico-hospitalar em uma vasta área, projetando também o nome de Juiz de Fora.
Com os esforços de Braz Bernardino, do Dr. Hermenegildo Villaça e do Dr. Edgard Quinet, o hospital desenvolveu-se, ampliou as suas acomodações, modernizou seus serviços, mu-niu-se de materiais e aparelhamento modernos, estendeu seu raio de ação e colocou-se em situação de poder ampliar seus benefícios. Com o passar dos anos e a ampliação dos serviços, houve necessidade de construir um novo edifício.
Em julho de 1942, foram assinados os desenhos originais do atual prédio da Santa Casa e, em 28 de janeiro de 1948, foi lançada a pedra fundamental. Como a obra seria realizada com o auxílio de doações, os construtores usaram um engenhoso estratagema para que ela fosse terminada no menor tempo possível. Em vez de usarem o dinheiro arrecadado para fazerem andar por andar, eles optaram por levantar o esqueleto do edifício de uma vez e só depois terminarem os andares. Desta forma, a obra teria mais chances de não parar, como realmente aconteceu.
As obras continuavam em ritmo acelerado e, no dia 24 de abril de 1968, o hospital se encontrava totalmente pronto e em integral funcionamento.
Nas últimas décadas, a Santa Casa ampliou seu atendimen-to, abrangendo praticamente todas as especialidades médi-cas, com um Corpo Clínico de mais de 600 médicos.
Se no início do século XX, por exemplo, a Santa Casa realizou 188 cirurgias, atualmente, o hospital realiza cerca de 12 mil cirurgias por ano. Não é à toa que ao aliar tradição, filantropia, modernização permanente e qualidade no atendimento ao longo de sua trajetória, a Santa Casa tornou-se o maior hospital da Zona da Mata mineira.
Gisele Simões
Assessora de Comunicação
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