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Nos próximos dias 9 e 10 (quarta e quinta), o Centro de Hepatologia da Santa Casa, em parceria com o Laboratório Roche, promove a 3ª Campanha “Procura-C”, para identificação de portadores do vírus da hepatite C e divulgação das formas de prevenção da doença. A campanha será realizada das 13h às 17h, no estande do Plasc ao lado da Capela Nosso Senhor dos Passos, na Santa Casa.
Nestes dois dias, serão realizados, gratuitamente, mil exames (500 a cada dia), e distribuídos folhetos explicativos. As pessoas cujo teste der positivo serão encaminhadas para o Centro de Hepatologia do hospital para um diagnóstico mais preciso. Caso seja comprovada a doença, o tratamento será iniciado.
O teste é rápido e praticamente indolor. O procedimento é o mesmo do teste de diabetes, ou seja, uma pequena quantidade de sangue é retirada por meio de uma “picada” na ponta do dedo indicador. O material é colocado em kits próprios para o teste e o resultado sai, no máximo, em 10 minutos.
Atualmente, existem sete tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E, F e G), causadas por vírus diferentes. O vírus invade o fígado, entra nas células e passa a se reproduzir. Esse “ataque” debilita as células e provoca inflamação.
Cerca de 80% das infecções provocadas pelo vírus da hepatite C, evoluem para casos crônicos. Este quadro pode ser agravado ainda mais dependendo da duração prolongada da infecção, da idade da pessoa na época da infecção, do consumo exagerado de álcool e da infecção conjunta com a hepatite B ou com o vírus da AIDS.
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 170 milhões de pessoas contaminadas com o vírus da hepatite C em todo o mundo. No Brasil, são mais de 3,2 milhões.
A hepatite C provoca inflamação no fígado e é causada por um vírus chamado VHC, transmitido por sangue contaminado. A evolução da doença é lenta, silenciosa e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. Nem mesmo na fase aguda da doença os sintomas são perceptíveis A pessoa pode levar anos até descobrir que tem o vírus.
Os sintomas mais comuns são: fadiga, falta de apetite, náuseas, vômito, febre e dores abdominais. O avanço da doença pode levar à hepatite crônica, cirrose e câncer de fígado, que podem levar até à necessidade de transplante.
Entre as principais vias de transmissão do vírus da hepatite C estão a transfusão de sangue e de derivados de sangue, principalmente antes de 1992; transplante de órgãos e tecidos; hemodiálise (caso haja compartilhamento de materiais contaminados); pelo contato com ferimentos, agulhas, seringas, escovas de dente, barbeadores, lâminas e instrumentos de manicure contaminados. Tatuagens e piercings feitos com agulhas e/ou tintas contaminadas também podem transmitir o vírus.
Evitar o contato do sangue é uma das melhores maneiras de evitar a contaminação. No entanto, o diagnóstico precoce também é muito importante para impedir a progressão e o agravamento da doença.
A doença é combatida por meio de medicamentos, então quanto mais cedo ela for diagnosticada, maiores são as chances de cura. Como não existem vacinas contra a hepatite C, o melhor é se prevenir.
Mariana Mello
Estagiária da Assessoria de Comunicação
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