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O ponto alto das comemorações pelo Dia Mundial da Doença de Alzheimer, na próxima sexta (dia 21), na Santa Casa será a palestra sobre a doença com o cardiologista Márcio Borges, às 19h30, no Salão Nobre do hospital. A palestra é gratuita, aberta a toda a comunidade e marcará ainda as comemorações dos dez anos da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) em Juiz de Fora.
Também no dia 21, das 12h às 18h, haverá distribuição de material informativo sobre o Mal de Alzheimer na barraca do Plasc, que será montada ao lado da Capela de Nosso Senhor dos Passos.
Este ano, o tema da campanha promovida pela ABRAz é “Não há tempo a perder” e inclui comerciais de TV estrelados pela atriz Irene Ravache. O objetivo principal da campanha é informar sobre a importância de detectar, o quanto antes, os principais sintomas que afetam os idosos, estimulando a busca de um diagnóstico médico rápido e a adoção de um tratamento adequado.
De acordo com o cardiologista Márcio Borges, no mundo há cerca de 26 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, são cerca de 1,2 milhões e, em Juiz de Fora, estimativas não oficiais calculam entre 2 mil a 4 mil o número de idosos com a doença.
A intenção da ABRAz com a campanha “Não há tempo a perder” é unir esforços habilidades e motivação para assegurar uma vida melhor para as pessoas com demência e seus cuidadores. Demência é um termo usado para descrever problemas no cérebro que afetam a memória e o comportamento. A Doença de Alzheimer responde por mais da metade dos casos de demência diagnosticados. Outros tipos são doença vascular-cerebral, demência com corpúsculos de Lewy e a demência fronto-temporal.
Um dos principais sintomas da Doença de Alzheimer é o esquecimento. Uma pessoa normal pode esquecer o nome de um filme visto no dia anterior. Quem tem demência, sequer se lembra que foi ao cinema. Outros sintomas incluem dificuldade de executar tarefas domésticas, problemas com linguagem, desorientação, perda de habilidade de julgar situações e mudanças de humor. Muitas vezes, os sintomas são tratados como parte do envelhecimento, o que atrasa o diagnóstico e prejudica o tratamento.
Não existe cura para a maioria das causas de demência, mas muitas pessoas com o problema podem desempenhar um papel ativo na família e na sociedade se bem tratadas e acompanhadas.
Gisele Simões
Assessora de Comunicação
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